quarta-feira, novembro 22, 2006

Breve perspectiva sobre o gênio de Jonathas Joab

Encontro em Jonathas Joab, uma das colunas ideais que constitui o Olímpo do que os críticos de música chamam de genialidade. A espontaneidade de sua música e a maneira como ela transcende em sua mente transformam em um compositor de poder criador singular. Poucos são os compositores que conseguem naturalmente encontrar em sua alma essa liberdade criadora.

O pensamento musical Joabiano é de uma rapidez espantosa. A naturalidade com que suas melodias nascem e como arranja suas harmonias, mostram a sua capacidade de ordenação musical. Acompanhei, muitas vezes, o nascimento de alguma idéia musical através das mãos do Jonathas, e sempre me espantava a facilidade dele de criar algo tão belo e com uma naturalmente nata. Da mesma maneira, encontramos em suas obras para piano, o que Liszt talvez chamasse de caráter “Mephistofélico”, onde a dramaticidade e sua arrojada sonoridade às vezes põem em pé de igualdade o piano e a orquestra.

Seguidor da escola romântica schumaniana, herdou desse mestre a inspiração para muitas de suas obras, como o concerto para violoncelo e o konzertstück. Obras de gênio! Sem falar em suas aventuras no cantabile “chopiniano” de suas belas imaginações, uma coletânea de peças para piano que certamente encantarão até os mais frios corações de pedra. Encontramos também, acentos mozartianos em algumas de suas obras, caráter marcante em sua sonata em Lá Maior para piano e também anseios barrocos, associadas a seus belos minuetos para quartetos de cordas que constituem um dos seus álbuns musicais mais charmosos.

Contudo, uma grande parte de suas idéias musicais ainda se encontra no plano abstrato de sua mente. Torcemos para que o mestre Joab transcreva para a partitura, o mais breve possível, suas composições e acentue sua entrada cada vez mais triunfal no hall dos geniais compositores universais.

por Paulo Couceiro

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